Quando comecei a atender com terapia postural global, não entendia por que os pacientes viviam muitas sensações e emoções associadas com lembranças do passado.

Hoje entendo que o corpo de uma pessoa é como um lago de água doce na montanha num dia sem vento. Se você olha na superfície tudo que vê é calmaria, mansidão, como se não tivesse vida dentro dessa água.

Todos os pescadores sabem que se você jogar comida na água do lago, em pouco tempo vai ver um monte de peixinhos e peixes grandes subirem da obscuridade e aparecer na superfície para comer. Só precisa dar o que eles gostam.

A memória funciona como os peixes que moram na profundidade do lago. A comida que a memória mais gosta são os toques, a empatia tátil, essência da comunicação infra-verbal .

Qualquer que seja a técnica corporal utilizada, junto com uma qualidade particular do toque naquele momento, faz emergir as lembranças escondidas no inconsciente em forma de sensações/percepções. Elas reconhecem o cheiro da nutrição afetiva que fez falta. Então fragmentos de memórias, até as mais primitivas, começam a vir à tona, para comer na mão do pescador/terapeuta. São re-vivencias de memórias que o Morfoanalista acompanha para a pessoa poder consertar os « buracos negros » da sua história que habitam seu corpo. Assim os fragmentos do passado se integram na vida presente do adulto.

A comida psicoafetiva que os cuidados corporais provêm, reanimando a memória, poderia ser chamada a “proteína de crescimento do EU”.

Serge Peyrot – Criador da Terapia Morfoanalítica

 

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